Família Eloy, um pedaço da Toscana no Rio de Janeiro

Família Eloy, um pedaço da Toscana no Rio de Janeiro

Um pedaço da Itália com uma vista espetacular da Serra Fluminense, em um dos pontos mais altos do município de Areal, uma pequena cidade a cerca de 100 quilômetros da capital do Rio de Janeiro. Esta é uma definição resumida, porém muito simplória e que não corresponde ao que encontramos na Família Eloy, uma das 26 vinícolas ligadas à Associação dos Produtores de Uvas vitis vinifera da Serra Fluminense, e que faz parte da rota ‘Areal, capital da Uva’, projeto desenvolvido pela AVIVA com o apoio do Sebrae RJ.

A edificação erguida no topo da colina é uma moderna reprodução detalhada do que pode ser encontrado na região da Toscana, na Itália – inspiração que surgiu a partir de uma viagem familiar a um dos mais emblemáticos destinos vitivinícolas do Velho Mundo. No retorno José Carlos de Freitas Eloy e os filhos Bernardo e José Carlos, que tocam o negócio, começaram a planejar o que anos depois viria a ser o complexo que pode ser visitado agora.  

O que iniciou como um empreendimento temático em 2019 com a pizzaria Borgo del Vino, hoje dá lugar a um verdadeiro centro de lazer e hospitalidade, uma estrutura hoteleira e gastronômica que reúne acomodações, restaurante, wine bar, enoteca, praça, capela, torre com sino, túnel com adega subterrânea e cave, claro – porque estamos falando de uma vinícola, afinal. Dois hotéis, com 20 suítes, têm previsão de inauguração no local em outubro de 2025.

A extensão de terra que abriga um dos primeiros condomínios vitivinícolas região tem 8,5 hectares de uvas cultivadas, divididos em três diferentes áreas com 8 variedades – Syrah e Sauvignon Blanc, as tradicionais da Dupla Poda – além de Cabernet Sauvignon, Tempranillo, Malbec, Pinot Noir, Tannat e Cabernet Franc, uva que já está resultando em promissores vinhos de Colheita de Inverno.  

A Família Eloy, assim como a Inconfidência que já apresentamos aqui, bem como a maior parte das vinícolas da Serra Fluminense, cultiva seus vinhedos e produz seus vinhos a partir do sistema da Dupla Poda, ou Poda Invertida, que começou a ser desenvolvido no início dos anos 2000 por Murillo de Albuquerque Regina, na época ligado à EPAMIG. 

Complexidade e diferenciação

“São parcelas de plantio em locais e inclinações distintas na mesma propriedade, que depois da vinificação resultam em vinhos diversos em cor, personalidade, estrutura e intensidade”, assegura Diego Singulani, responsável pelo dia a dia na vinícola, “o que muda é a geomorfologia”, resume.  

Além disso, o sommelier aponta o uso das barricas como um dos motivos para os atributos do vinho: “utilizamos barricas em diferentes estágios de uso, em especial as francesas por serem menos porosas e aportarem uma complexidade maior ao vinho”, completa. “A novidade para 2026 deve ser a primeira safra e consequente vinificação da Tempranillo”, antecipa.  

O enólogo responsável pela concepção e produção dos 6 rótulos da Família Eloy, que resultam em cerca de 18 mil garrafas ao ano, é Mario Lucas Ieggli, consultor para diversas empresas da Serra Fluminense. 

 

O Brasil de Vinhos viajou a convite do Consevitis-RS e do Sebrae  

Acompanhe a cobertura do Brasil de Vinhos na Serra Fluminense  

O Rio de Janeiro continua lindo – e agora ainda produz vinhos!  

Inconfidência, a pioneira 

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Fotos: Siderlei Ditadi e Brasil de Vinhos | Lucia Porto   

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