Vinhos em noite de gala para iniciar as comemorações do fim da Vindima no Vale dos Vinhedos

Vinhos em noite de gala para iniciar as comemorações do fim da Vindima no Vale dos Vinhedos

A sexta-feira dia 27 de março ficará marcada por uma noite muito especial para o vinho brasileiro. Tempo e Legado, um jantar de gala harmonizado preparado pelo chef Rodrigo Bellora, vai reunir catorze rótulos ícones de diferentes vinícolas do Vale dos Vinhedos em um evento emblemático que vai abrir a celebração do final da Vindima na principal região vitivinícola brasileira.

Será a primeira festa do Festival Vale dos Vinhedos, que em três dias terá momentos de Cultura, História, Gastronomia, Entretenimento, Música e, claro, vinho. A começar pela escolha da primeira noite: “uma seleção excepcional de vinhos raros”, diz o enólogo Moisés Brandelli (foto acima, com o Don Laurindo 2005 Gran Reserva), vice-presidente da Associação dos Produtores do Vale dos Vinhedos (APROVALE).

Saiba quais são os 14 rótulos oferecidos no jantar Tempo e Legado

Boas vindas

Espumantes

Nature Vitória Lúcia – Cave do Sol

Brut Blanc de Blancs – Maison Forestier

Brancos tranquilos

PP Semillon I.G.V.V. 2023 – Pizzato

Chardonnay D.O.V.V. 2022 – Peculiare

Tintos tranquilos

Syrah Eterno 2017 – Almaúnica

Perfetto Merlot 2020 – Torcello

Deorum Merlot D.O.V.V. 2018 – Ales Victoria

Grande Vindima Quorum 2012 – Lidio Carraro

Lavoro Gran Reserva 2020 – Larentis

Jantar harmonizado

Espumante Íride 2015 – Miolo

Gran Chardonnay D.O.V.V 2023 – Casa Valduga

Gran Reserva Tannat e Ancellotta 2005 – Don Laurindo

10 Lotes D.O.V.V – Aprovale (foto acima)

Espumante Le Fleurs de Dona Lourdes 2020 – Dom Cândido

Estes vinhos foram produzidos com todo o rigor técnico exigido pelos padrões das Indicações Geográficas, na região que foi a primeira a conquistar uma Indicação de Procedência e uma Denominação de Origem para vinhos e espumantes no Brasil.

Tempo e Legado abre a programação de três dias do festival que celebra a finalização da Vindima: “mesclamos tradições do Velho Mundo, como as festas abertas à comunidade que ocorrem anualmente na região de Beaujolais, na França, e as caminhadas de Santiago de Compostela, na Espanha, com o dia a dia do produtor do Vale”, explica Brandelli.

Momento de Bênção da Safra

No sábado a programação começa às 11h, com entrada franca no Centro Histórico Vale dos Vinhedos, e deve contar com uma expressiva presença de público: “esperamos mais de duas mil pessoas”, estima Brandelli.

Serão diversas programações, perfeitas para as diferentes faixas etárias: música durante todo o dia no palco principal, oficinais e atividades culturais ligadas às tradições da imigração italiana e pisa da uva estão entre elas.

Mas possivelmente o momento mais emocionante venha a ser a Cerimônia da Bênção da Safra, quando produtores e comunidade se reúnem em um gesto coletivo de agradecimento pelo ciclo da vindima que chega ao fim.

O ritual simbólico congrega quem faz o vinho com quem aprecia a cultura em torno dele. Os produtores vão conduzir as barricas de seus vinhos para receber a benção da safra, em uma pausa de agradecimento a tudo que foi alcançado.

Após a benção as barricas serão abertas e o vinho será distribuído ao público. “Neste dia, o Vale dos Vinhedos se apresenta por inteiro. Estarão reunidos produtores de vinho, gastronomia, artesanato e diferentes expressões da cultura local, mostrando a força de um território que construiu sua identidade a partir do trabalho coletivo. É um convite para que o público viva o Vale em sua essência”, conclama André Larentis, presidente da APROVALE.

Para divagar devagar

A festa se encerra no domingo, a partir das 8h, na Capela das Neves, quando sai o primeiro grupo da caminhada Vivendo o Vale, um percurso de cerca de 10 quilômetros a serem feitos devagar, curtindo,  contemplando, divagando, vivendo – e vendo – o vale de um modo diferente.

O percurso inicia na Capela das Neves (Linha 6 da Leopoldina) — conhecida por ter sido construída entre 1904 e 1907 utilizando vinho no lugar de água na argamassa — e segue até a chegada na Famiglia Tasca.

Ao longo do trajeto, paradas a cada cerca de dois quilômetros proporcionam momentos de descanso e experiências culturais, com música, degustações, histórias sobre o terroir e contato com produtos locais. A caminhada inclui ainda visitas a igrejas e capelas históricas, revelando aspectos da cultura, da religiosidade e da história das comunidades do Vale dos Vinhedos.

Confira os detalhes e a programação completa no site do Festival Vale dos Vinhedos.

 

Fotos: Brasil de Vinhos | Lucia Porto. 10 Lotes: Naiara Martini

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