Faltam 1100 assinaturas de cidadãos garibaldenses para que a Associação de Produtores de Espumantes de Garibaldi possa encaminhar projeto de lei à câmara de vereadores com o objetivo de reconhecer o espumante de Garibaldi e o conjunto de bens, saberes, práticas e paisagens vinculadas a sua produção como Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.
São necessárias 1500 assinaturas – número mínimo exigido para o encaminhamento do projeto de lei à câmara – e por enquanto a APEG conseguiu apenas 400. Para colaborar é necessário ser morador de Garibaldi e apresentar sua identificação completa — nome, número de documento e título eleitoral no ato da assinatura que está sendo feita apenas presencialmente em dez vinícolas associadas à APEG: Pedrucci, Chandon, Garibaldi, Courmayeur, Peterlongo, Ponto Nero, Carlesso, Foppa & Ambrosi, São Luiz e Vaccaro.

“É impossível contar a história de Garibaldi sem falar do espumante. A bebida molda nossa economia, nossas festas, nosso modo de vida e atravessa gerações como saber-fazer, memória e identidade”, diz o enólogo Ricardo Morari (foto acima), “esse reconhecimento é um ato de preservação cultural e de responsabilidade com o futuro”, destaca o presidente da APEG.
Garibaldi, berço do espumante brasileiro, é reconhecida nacionalmente como a capital brasileira do espumante. O pedido de reconhecimento está fundamentado em ampla documentação histórica e acadêmica, que comprova o protagonismo de Garibaldi na vitivinicultura brasileira desde o início do século XX. Foi no município que surgiram as primeiras experiências bem-sucedidas de elaboração de espumantes no país, incluindo o primeiro espumante brasileiro premiado oficialmente, em 1913, a atuação pioneira de casas como a Vinícola Peterlongo, a introdução do método Charmat pela Georges Aubert e, a partir das décadas de 1960 e 1970, a instalação de grandes casas internacionais dedicadas exclusivamente à produção de espumantes, como Chandon, Martini & Rossi e Maison Forestier.
A iniciativa marca o primeiro passo formal de um processo institucional que pretende transformar em política pública um legado construído ao longo de mais de um século. A estratégia reforça o caráter coletivo da ação e o vínculo direto entre o espumante e a vida cotidiana do município.
Ao reconhecer o espumante como patrimônio histórico e cultural, o município passa a proteger não apenas o produto, mas todo o conjunto de práticas, técnicas, saberes transmitidos entre gerações, paisagens vitícolas, celebrações e modos de vida que estruturaram a identidade local e projetaram Garibaldi no Brasil e no exterior.
Foto: de topo Bruno Milan; de Ricardo Morari, Jeferson Soldi
Com informações da assessoria de imprensa da Associação de Produtores de Espumantes de Garibaldi.
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