Mioranza: tradição de 60 anos mira futuro repleto de planos

Mioranza: tradição de 60 anos mira futuro repleto de planos

Jerônimo Mioranza (foto acima) é um cara direto e pragmático. Logo começa a conversar e contar a história da vinícola, aquilo que já repetiu – e ainda repetirá – centenas, milhares de vezes. O descendente de Pietro Mioranza, um dos primeiros da família a chegar na região localizada entre Flores da Cunha e Nova Pádua, hoje conhecida como Altos Montes, é o responsável pela parte comercial da empresa que em 2024 completou 60 anos. “Aqui era a casa da família, este prédio tem mais de um século”, conta Jerônimo, enquanto caminha pela sala de degustação (foto abaixo), contígua ao varejo. “Este chão de terra batida era o local onde se carregava vinho a granel, nas décadas de 60 e 70”, diz, “dois dos irmãos abasteciam o caminhão e os outros dois transportavam, eles iam repetindo isso e trocando as tarefas”.

Desde os anos 2000 coube a Jerônimo e os primos estarem mais presentes no dia a dia da empresa. Da geração anterior, – os irmãos que ele citou acima – Antônio Alvise é falecido, mas Gabriel, pai de Jerônimo, e seus tios José e Max, ainda participam dos processos diários na vinícola.

A porta que leva para a área industrial esconde grandes tanques de inox e antigas pipas de madeira, responsáveis pela produção de milhões de litros de vinho de mesa – o carro chefe da empresa -, sucos e frisantes.

A produção de uvas viníferas da Mioranza ainda é pequena – hoje praticamente toda ela vem de áreas de propriedade dos sócios da vinícola: “o nosso Cabernet com Indicação de Procedência vem do vinhedo do Max”, exemplifica Jerônimo.

Rótulos como este são produzidos desde 1999 em outra área no mesmo local. Jerônimo diz que é em uma ‘mini vinícola’ que produz vinhos finos e espumantes, seja pelo método tradicional ou charmat – há até uma ‘autoclave (foto abaixo) em miniatura’, a qual aproveitam para fazer testes.

Apesar do porte, como em outras empresas do setor o espaço físico já está ficando pequeno: há caixas empilhadas e materiais guardados em áreas inadequadas. Ao percorrer a cave Jerônimo para junto a um dos extremos do prédio e antecipa seus planos: “aqui gostaria de fazer um local específico para degustação, com uma pequena cozinha, algo focado no Enoturismo mesmo”, relata.

Quando perguntado sobre a identidade de vinícola, ele é assertivo: “o que nos representa são os espumantes, mas quero fortalecer nossa imagem e posicionamento”, revela, “penso em investir também em brancos barricados, vinhos não tão leves”, adianta, com a cabeça cheia de planos.

 

Saiba mais sobre a região acompanhando nossa cobertura no feed do instagram e no destaque safra2026 e nas matérias abaixo:

Domingo – Flores da Cunha em busca do título de Capital Nacional da Vindima

Segunda-feira – As cinco faces da Casa Eva

Quarta-feira – Bebber

Quinta-feira – Cave de Angelina

Sexta-feira – Ulian

O Brasil de Vinhos viajou para a região a convite da Associação dos Produtores de Vinhos dos Altos Montes

Fotos: Lucia Porto | Brasil de Vinhos

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