Trabalho desenvolvido em Encruzilhada do Sul pela Chandon Brasil é apresentado no World Living Soils Forum  

Trabalho desenvolvido em Encruzilhada do Sul pela Chandon Brasil é apresentado no World Living Soils Forum  

Nos dias 3 e 4 de junho, a cidade francesa de Arles recebe o World Living Soils Forum 2026 (WLSF), um dos principais encontros globais sobre regeneração dos solos e o futuro da agricultura. O fórum reúne cientistas, produtores, líderes e organizações de diferentes partes do mundo — com destaque para conexões entre Europa, Estados Unidos, China e Brasil. A Chandon Brasil é a única vinícola brasileira presente, levando ao debate internacional as experiências desenvolvidas em seus vinhedos no Rio Grande do Sul. 

Um dos responsáveis por implementar essas iniciativas é Eugenio Barbieri, agrônomo que coordena as ações de viticultura regenerativa além de projetos de Responsabilidade Social da empresa. Barbieri conduz diversas práticas de manejo, entre elas o cultivo sem herbicidas, a preservação de vegetação nativa nos biomas Pampa e Mata Atlântica, o replantio de espécies ameaçadas em parceria com a EMBRAPA e um projeto de apicultura com abelhas nativas. A seguir, Barbieri detalha estas escolhas. 

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Sem herbicidas, com abelhas nativas e 130 espécies de aves 

*Eugenio Barbieri 

A Chandon vem consolidando uma abordagem de viticultura regenerativa que se alinha às melhores práticas globais, incluindo as desenvolvidas pelo grupo Moët Hennessy. A empresa tem um forte compromisso com a Sustentabilidade, expresso não apenas na certificação Produção Integrada de Uvas para Processamento (PIUP) obtida em 2020, mas também em iniciativas que visam a proteção da Biodiversidade e a saúde do solo. A implementação da Agricultura Regenerativa no Brasil foi um processo orgânico, dado que muitos dos conceitos de produção integrada já eram adotados pela Chandon do Brasil. Contudo, a formalização através da certificação PIUP exigiu adequações como aprimoramento dos registros de campo e investimentos em infraestrutura e capacitação da equipe.  

A Chandon foi pioneira, sendo a única vinícola certificada para uvas destinadas a espumantes no Brasil, o que demonstra a liderança da marca no setor e o compromisso em ir além das exigências mínimas. Os impactos dessa abordagem são multifacetados: na produção, há uma redução significativa no uso de herbicidas e agroquímicos, tendo alcançado em 2022 a meta de 100% dos vinhedos manejados sem herbicidas para controle de ervas daninhas, o que já é uma realidade em Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste, mantendo cobertura vegetal o ano todo em 100% do vinhedo, o que resulta em vinhos mais seguros e com menor impacto ambiental.  

O desafio atual é implementar essa prática em todos nossos viticultores parceiros. A Chandon busca ampliar a adesão à certificação PIUP entre seus parceiros, oferecendo treinamentos e capacitações, um esforço fundamental para expandir a área de produção de uvas sustentáveis no Brasil.  

A Biodiversidade tem sido um foco importante, com um levantamento que identificou 130 espécies de aves, incluindo o pica-pau-anão-carijó e o veste amarela em ameaça de extinção, 25 espécies de mamíferos, como o bugio ruivo e a lontra neotropical e ainda 4 espécies de felinos entre eles o Gato Maracaja e o Gato Mourisco. 

A Chandon promove a cobertura verde em 100% do solo, protege a flora nativa – como o butiá, palmeira ameaçada de extinção – e incentiva a presença de polinizadores como as abelhas, com a instalação de colmeias de espécies nativas. A representatividade em eventos internacionais, como uma marca que exemplifica a agricultura regenerativa no Brasil, criou referência no setor e no grupo Moët Hennessy. A empresa não apenas demonstra que é possível produzir espumantes de alta qualidade de forma sustentável em um bioma diverso como o Pampa, mas também inspira outras vinícolas a adotarem práticas similares. Este papel de liderança reforça o compromisso da Chandon com a inovação e a responsabilidade socioambiental, posicionando o Brasil como um ator relevante na produção de vinhos sustentáveis globalmente.  

*engenheiro agrônomo, responsável pela implementação da viticultura regenerativa na Chandon Brasil 

Fotos: divulgação Chandon

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