Um programa bem família

Um programa bem família

Visitar a Família Ulian é um baita programa para quem gosta de ouvir histórias – e também tem curiosidade para aprender mais sobre as sutilezas da degustação de vinhos. Os irmãos Carla e Eduardo recebem quem chega no porão do nonno Idalino e apresentam ali a pipa onde em 1964 ele produziu o seu primeiro vinho. O espaço, que guarda outras pipas e a enoteca da vinícola, também serve como um dos locais de degustação da Ulian.

A história da produção de uvas e vinhos é muito similar a outras da região: o início com uvas americanas e de mesa, condução em latada, produção de vinho a granel e em volume, até que a mudança das gerações provocou também uma mudança de rota na condução da vinícola – e é nessa rota de transição que está hoje a vinícola que tem grande participação dos irmãos e também do pai, Vilmar.

“Meu pai entrou com força na vinícola no final dos anos 90”, conta Eduardo, “e a marca como está hoje passou a existir no ano 2001”, diz.

O Enoturismo é muito forte na Ulian: “começamos a mexer com isso lá em 2021”, conta Eduardo, “mas era pouco movimento ali. Em 22, depois 23 começou a aumentar, 24 e 25 ampliamos bastante, e nesse ano vamos crescer ainda mais”, antecipa. A família recebe no local até 30 pessoas por evento em diferentes programações, e entre as mais procuradas, claro, estão a Tour da Vindima, realizada no verão, e as degustações durante todo o ano.

Na Tour da Vindima o programa é completo: começa com o reforçado café da manhã da serra gaúcha, depois o transporte no carretão até a colheita no campo, a entrega das uvas, a pisa e termina com o almoço, que tem como atração extra a participação do tenor Giovanni Marquezeli. “A apresentação dele sempre emociona a todos”, diz Carla. “Esse tipo de experiência fideliza o cliente”, relata Eduardo, “o vinho aproxima as pessoas, fazemos amigos, as pessoas não querem ir embora”, confessa.

Na Ulian Eduardo faz questão de conduzir todas as degustações com taças Riedel, marca austríaca fundada no século XVIII e pioneira na produção de taças desenhadas para cada tipo de uva. “Comecei a usar aqui depois de participar de uma degustação com taças Zalto no restaurante Tuju, em São Paulo”, lembra o enólogo, “a porosidade do cristal, o formato, a forma com que a bebida entra na boca: estas taças valorizam muito o vinho”, conclui. E é impressionante ver o conhecimento que o jovem enólogo tem sobre esse assunto: é um tema que ele domina a fundo, e sobre o qual gosta de falar e compartilhar conhecimento.

Bem acomodados, com uma bateria de taças Riedel na frente e os instigantes vinhos da Ulian para provar é tempo de desacelerar e ouvir as muitas histórias que Eduardo tem para contar.

Não tem programa melhor pra encerrar uma temporada pela região dos Altos Montes.

 

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Domingo – Flores da Cunha em busca do título de Capital Nacional da Vindima

Segunda-feira – As cinco faces da Casa Eva

Terça-feira – Mioranza: tradição de 60 anos mira o futuro chieia de planos

Quarta-feira – Versatilidade em diferentes possibilidades de guarda

Quinta-feira – Depois da safra, a ampliação da vinícola

O Brasil de Vinhos viajou para a região a convite da Associação dos Produtores de Vinhos dos Altos Montes

Fotos: Lucia Porto | Brasil de Vinhos

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