Semana agitada para produtores de vinho, representantes do Conselho Técnico da Associação de Vinícolas de Farroupilha e pesquisadores da Embrapa, com três dias intensos de degustação de vinhos com foco na busca de mais uma Indicação Geográfica – Farroupilha já tem Indicação de Procedência exclusiva para vinhos moscatéis desde 2015. É uma espécie de ‘força-tarefa’ para degustar os vinhos e caracterizar os produtos para a futura Denominação de Origem da região, estimada para 2028.
E são diferentes vinhos a serem degustados: “produtos que hoje são comerciais e possuem o selo da IP, ou seja, têm a Indicação de Procedência Farroupilha e também vinhos que não têm selo de Indicação de Procedência, mas têm as uvas da região delimitada”, explica Natália Taffarel, “fizemos a degustação de vinhos brancos de Moscato que não têm Indicação de Procedência, mas que poderiam ter, inclusive alguns espumantes naturais, demi-sec de Moscato, produtos nesse estilo”, conclui a presidente da AFAVIN. Além disso foram à prova também grappa, vinho licoroso e brandy.
No último dia o grupo degustou as microvinificações realizadas pela Embrapa, a partir da coleta de uvas da safra 2026 realizada na região delimitada em Farroupilha. “É bem interessante porque pudemos ter uma boa noção das microvinificações e de tudo que a Embrapa vem desenvolvendo”, avalia Natália.
Foto: arquivo pessoal Natália Taffarel
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